espera um pouco
e navega esse barquinho
corpo sobre o medo
porque quando for a hora
esse fruto vai se derreter
apanhado por uma canção
de fios úmidos fabricados
pelo retroalimento do desejo
diante do nosso altar
farei minhas preces
de joelhos no chão
ainda que nenhuma
palavra ache espaço
e minha boca cale
mas não pare
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